Feito é melhor do que perfeito!

Hoje estava revendo (de novo, novamente, mais uma vez) a entrevista da Marie Forleo com a Elizabeth Gilbert e é incrível como cada vez que revejo, encontro outro detalhe lindo pra me concentrar e refletir.

Dessa vez, o que chamou minha atenção foi o que ela falou sobre perfeccionismo.

Já parou pra perceber como a gente fala sobre o perfeccionismo, como se ele fosse um defeito maravilhoso de se ter? Uma virtude amaldiçoada?

“Ah, acho que meu defeito é ser perfeccionista, tenho padrões muito altos”.

É uma coisa bonita de se falar, né, porque parece que somos muito bons, que queremos que tudo seja o melhor que conseguimos fazer.

Mas sabe o que realmente acontece com o perfeccionismo?

Ele nos faz parar as coisas pela metade.

Ou pior, ainda – não nos deixa nem começar.

Como disse Elizabeth, os verdadeiros perfeccionistas não começam nada, porque antes mesmo de darem o primeiro passo, eles já sabem que o resultado não vai ser exatamente o que eles queriam.

E aí o que acontece?

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Nada é feito, projetos não saem do lugar, sonhos não são realizados.

É muito difícil lutar contra essa nossa vontade quase incontrolável de querer que tudo seja perfeito logo de cara.

Mas a verdade é que se você está começando algo, a maior probabilidade é que essa coisa seja ruim no começo.

Não adianta, todo mundo começa mal, toda primeira tentativa é ruim. Nem mesmo gênios acertam de primeira.

Se você estiver esperando estar totalmente preparado para que o que você fizer seja uma obra-prima, então realmente é melhor nem começar, porque, só o que você vai conseguir é frustração.

Por mais que você se prepare o máximo que puder e saiba tudo o que há pra saber, teoricamente, sobre aquilo que você quer fazer, até que você realmente faça, e faça muitas vezes, o resultado sempre será ruim.

Eu, por exemplo, estou lutando contra isso agora mesmo – uma coisa que eu quero muito é desenhar. Quero aprender a desenhar e fico tentando fazer isso teoricamente, sempre deixando pra depois o dia em que eu realmente vou pegar um lápis e um papel e desenhar.

E por mais que aprenda com vídeos e aulas, o primeiro desenho que eu fizer vai ser bem mais ou menos.

E como a gente faz pra tentar deixar esse perfeccionismo um pouco de lado e realmente começar a fazer as coisas?

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Elizabeth dá seu próprio exemplo.

Ela disse que quando estava escrevendo seu primeiro romance, em um determinando momento ela percebeu que não era o melhor livro do mundo. Na verdade, ela sabia que era um romance ruim.

Em suas palavras, como poderia ser um bom livro, se ela nunca tinha feito isso antes?

O que ela queria com aquele primeiro romance, na verdade, era fazê-lo e termina-lo.

Lembre-se, o mundo está cheio de coisas maravilhosas que nunca foram feitas, então o feito é melhor do que o perfeito.

Sabe porque?

Porque o perfeito provavelmente nunca foi feito.

E se você fizer, pode ser que não seja do jeito que você imaginou, mas pelo menos essa coisa existe, então ela está um passo na frente de todas as outras coisas maravilhosamente perfeitas que só existem na imaginação de alguém.

Como ela disse, o mundo está cheio de romances maravilhosos trancados em gavetas, não deixa que seu projeto seja só mais um desses livros.

Sempre há chance de melhorar o que você faz, esse processo é constante – mas somente se você o fizer, se você começar.

Vai lá e faz.

Depois você melhora no caminho!

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  • É aquele velho conselho de começar com o que você tem agora. Não importa se as suas ferramentas não são as ideais, não importa se você não está pronto. Coloca uma plaquinha com um “em construção” no pescoço e vai. Eu sempre sofri demais com meu perfeccionismo. Cansei de recomeçar coisas do zero, por elas não terem ficado como eu esperava. Só que no final das contas, eu não terminava ou fazia muito menos coisas do que sou capaz, por perder muito tempo com o preciosismo. Essa entrevista me fez refletir muito!

    Amei o post!

    Beijos,

    KA

    • Exatamente Karla! Acho que o principal é fazer, é colocar pra fora essa coisa que está dentro da gente e está implorando pra existir. De que adianta querer que algo que não existe fique perfeito, não é? Muito melhor ir lá, fazer e consertar. E continuar fazendo e tentar não desistir porque, AINDA, não está como a gente quer.
      Amei seu comentário!!! <3

      Beijão

  • Gabriella

    Amei o texto, fala exatamente sobre o que eu estou passando! Me formei o ano passado e comecei a trabalhar a pouco tempo na minha área e cada dia que passa a gente vai melhorando aos pouquinhos! A primeira vez foi tenso, a segunda já foi aliviando, e o meu trabalho surgindo! Era isso que eu precisava ler, que tudo começa meio “torto” e vai se ajeitando… Obrigada por compartilhar tanto conteúdo legal!

    • É isso aí Gabriella! Melhor começar meio torto, do que nunca fazer, não é mesmo? Fico tão feliz que você está gostando do conteúdo! Muito sucesso pra você e continue aparecendo! Beijão