E se você respeitar o medo?

Uma das minhas divas inspiradoras é a maravilhosa Marie Forleo, uma americana que faz um trabalho muito lindo ajudando outras pessoas a serem a sua melhor versão e a criarem um trabalho que amam.

E essa semana foi um episódio muito especial do seu canal do Youtube: ela fez uma entrevista com a autora Elizabeth Gilbert, aquela de “Comer, rezar, amar”.

Na entrevista, elas conversam sobre o seu novo livro “Big Magic”, em que a autora fala sobre criatividade, viver a sua paixão, viver todo o seu potencial criativo, criar coisas e o que impede as pessoas de viverem seus sonhos.

Tudo a ver com o VMC, né?

E a entrevista foi linda – Elizabeth é uma pessoa maravilhosa. Sério.

Mas uma coisa que ela falou na entrevista, que me tocou muito, foi sobre o medo.

Normalmente falamos e ouvimos muito sobre conquistar o medo, não ter medo e como as pessoas sempre perguntam a ela como ela superou o medo.

Ela disse que, na verdade, não é que ela não tem medo – ele disse que tem medo sim, e muito! – mas que, em um determinado ponto da vida, ela resolveu que ia ter uma relação de respeito com o medo.

09.24 - 01

O medo salva nossas vidas, nos faz evitar situações de perigo e é um grande protetor e, portanto, é preciso respeitar o medo e essa sua função de nos proteger que ele tem.

Mas, ela disse que ele tem que nos respeitar também, porque o medo quer aparecer um todos os momentos que acha que estamos em risco – ou seja, todos os momentos em que estamos prestes a fazer algo que não conhecemos e não sabemos o resultado.

Então, é sua responsabilidade pedir para o medo respeitar o que queremos e ficar de lado nesses momentos em que queremos criar e mostrar para o mundo o que criamos, porque não existe risco de vida aí e, portanto, não há trabalho para o medo.

Entenda que o medo não está tentando nos sabotar, acabar com nossas vidas ou destruir nossos sonhos. Ele está somente tentando nos proteger do que ele acha que é perigo.

Seja grato a ele por isso.

Mas explique que agora, nesse momento em que você está criando o que você quer criar e dando vida a um novo projeto, você não precisa de proteção e que não há possibilidade ou risco de morte.

Então peça para ele sentar no banco de trás do carro.

Você dirige o carro e o medo fica quietinho no banco de trás, com o cinto de segurança travado, sem poder tocar em nada, seja no volante, no som, no ar-condicionado ou nas travas das janelas.

Ele apenas acompanha, mas quem está na direção é você!

Essa foi uma metáfora ótima que ela usou. E é a mais pura verdade.

É como quando vejo as pessoas falando “E se tiver medo, vai com medo mesmo”, porque é desse jeito.

O medo nunca vai embora, porque quando tentamos fazer algo que importa para nós e que realmente queremos de verdade, o medo vai estar ali o tempo todo, tentando nos proteger.

Não tente fazer com que ele vá embora, essa tarefa é quase impossível e esperar não ter medo é o mesmo que nunca realizar os seus sonhos.

Encontre um equilíbrio, construa uma relação de respeito com o seu medo, tenha gratidão pela sua função protetora, mas coloque limites ao que ele pode ou não tocar.

Quando você estiver criando, trabalho no seu projeto ou construindo o seu sonho, quando o medo aparecer (porque ele vai aparecer), diga a ele:

“Obrigado medo por tentar me proteger, mas hoje não preciso dos seus serviços, posso me virar sozinha!”.

Lindo não é?

Vou deixar o vídeo da entrevista aqui embaixo, pra quem quiser assistir inteiro. Vale muito a pena, de verdade:

Gostou desse jeito de lidar com o medo? Eu adorei.

E eu adorei tanto que estou escrevendo outros posts inspirados nessa entrevista, com muitos insights que tive ao assisti-la, então me diz o que você achou nos comentários, tá bem?

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