Você já assistiu Divergente e Insurgente?

Esse fim de semana fui assistir ao filme Insurgente, segundo filme da trilogia Divergente.

Eu particularmente gostei muito dos dois filmes, e deixando de lado dos detalhes técnicos e de direção, eu amei a história.

O primeiro filme dá um panorama geral sobre esse mundo onde eles vivem, onde, após uma guerra, a sociedade que restou criou um sistema de organização baseada em facções, onde as pessoas devem escolher aquele facção em que melhor de adaptam.

São cinco facções: Amizade, Erudição, Abnegação, Audácia e Franqueza. A personagem principal, Tris, nasceu na Abnegação e escolheu ser uma Audaciosa, mas no teste que deveria determinar a qual facção ela pertence, o resultado foi inconclusivo. Ela é uma divergente.

Divergente são aqueles que naturalmente pertencem a várias facções. Não existe uma habilidade específica de uma só facção, eles são honestos, audaciosos, ajudam os outros, são inteligentes e querem ser felizes.

Como os divergentes são diferentes, eles são caçados pela Audácia e Erudição, que querem ser os líderes no lugar da Abnegação e o filme se desenrola nesse sentido. Um conflito se inicia das facções que querem o poder contra os divergentes.

O segundo filme, Insurgente, é a continuação desse conflito, a caça aos divergentes, que eles acreditam ser todo o problema dos seres humanos e a guerra pelo poder.

O resto da história vou deixar pra quando você assistir ao filme.

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Na verdade, eu queria fazer uma reflexão, porque eu gostei muito mesmo da premissa do filme.

Pense em como somos doutrinados a fazer escolhas comuns. Como existe um caminho a ser trilhado, que é normal pra todo mundo. Pense como é considerado ruim ser diferente.

É tão normal a gente vê que as pessoas que são diferentes dos outros, que gostam de coisas diferentes e têm vontade de fazer coisas diferentes são consideradas pessoas “perigosas” e como todo mundo insiste em colocá-las no “caminho certo”.

Você já deve ter visto isso (ou até sentido): músicos, atores, artistas, empreendedores, todas as pessoas que querem um caminho diferente, que não querem o caminho “seguro”, querem fazer o que amam, viver disso e simplesmente serem felizes.

É difícil ser diferente, é difícil gostar de muita coisa, principalmente quando a maioria dessa coisas são coisas incomuns e são vistas como instáveis.

Não se confunda: também é bom escolher aquele caminho seguro. Se esse caminho seguro representar quem você é e o que você realmente quer. Se dentro de você o seu sonho é ser médico, ter um emprego ou ser concursado, você vai ser muito feliz.

Mas se você quer ser outra coisa, se você quer ser artista, criativo, viver das coisas que você produz, viver dos seus talentos, criar uma coisa só sua, então você não vai ser feliz no caminho seguro, da mesma que a pessoa “normal” não vai ser feliz no caminho diferente.

O que não acho saudável é existir um caminho normal, seguro ou considerado bom, sendo que todos os caminhos são bons. São bons pra cada um que escolhe, conscientemente, seu próprio caminho.

Somos todos diferentes e todos merecem escolher a sua própria forma de viver e ser quem são de verdade sem serem julgado por isso.

E, você, já assistiu aos filmes Divergente e Insurgente? O que você achou?

Concorda com o que falei? Ou não? Deixa aí nos comentários.