Sobre propósito e escolha difíceis

Quando eu era pequena eu adorava criar coisas. Eu era bailarina, então adorava criar sequências de danças, fiz aulas de pintura, desenhava, escrevia algumas linhas, criava bijuterias e vendia na escola, criei até um terço de pedraria que ganhou um concurso da escola.

Mas com o tempo fui deixando cada uma dessas pequenas coisas que gostava de fazer de lado. Minha criatividade foi se enfraquecendo, minhas ideias foram diminuindo.

De repente, eu estava já para prestar vestibular, sem nem ter idea do que eu sabia fazer direito ou gostava.

Durante nosso crescimento, não somos incentivados a explorar nossos talentos ou nossas paixões. Hobbies, com a idade, passam a ser coisa de gente que não tem o que fazer e paixões são só alguns pequenos momentos de felicidade que a gente tem entre tantas coisas que temos a obrigação de fazer.

Algumas pessoas tem a “sorte” de amar algo que é aceito socialmente. Algum médicos, por exemplo, são apaixonados pela medicina, sempre quiseram ajudar as pessoas dessa forma, amam o contato e o serviço que prestam. Não se veem fazendo outras coisa. As vezes têm hobbies e outras paixões, mas não tão fortes quanto a que têm pela medicina.

Outras pessoas, no entanto, amam outras coisas. Coisas que são vistas como arriscadas, difíceis, impossíveis ou, até mesmo, nem são vistas como atividades profissionais. São os artistas de coração, os que querem ser escritores, pintores, ilustradores, escultores, músicos, atores, diretores e tantas outras belas atividades artísticas e criativas que adoramos. Enquanto continuar nos outros.

Meu filho tocando numa banda? É só de brincadeira com os amigos. Minha filha bailarina? É o exercício que ela faz.

Pois é.. e nessa de fazer parte da sociedade, acabamos nos desafazendo, com uma dor no peito, de nossas paixões e aceitamos o que é aceitável. Somos sugados para os conceitos de sucesso que nos é dito e começamos a acreditar que o que dizem é verdade.

escolhas

Pra mim, foi quando eu percebi que não gostava de ir pro trabalho, e eu pensei que não era possível que todo mundo no mundo acordava assim de manhã. Deve ser possível trabalhar fazendo o que gosta.

E aí, de repente, comecei a conhecer tantas pessoas que fazem o que gostam, que vivem suas paixões e comecei a acreditar que é possível, sim senhor.

É apenas uma questão de escolha e de estar disposto a viver essa escolha todos os dias.

Eu fiz a minha e estou trabalhando todos os dias para fazer das minha paixões e da minha criatividade uma parte cada vez maior da minha vida, até que eu alcance o meu conceito de sucesso.

E aí, vamo nessa aprender junto a viver fazendo o que ama?
Vamos juntos exercitar nossas criatividades e trazer de volta o nosso artista interior?
Qual o seu sonho e a sua paixão, você já sabe?

Comenta aí em baixo, que eu tô doida pra saber qual a sua paixão que você não conta pra ninguém!