Encontre o seu padrão de felicidade

Esses dias vi um vídeo muito interessante da Jout Jout no Youtube (se você não conhece, por favor, vai lá conhecer, porque ela é incrível!).

Nesse vídeo ela fala sobre felicidade e expectativas e como as pessoas mais próximas de nós querem que a gente seja feliz, mas ao mesmo tempo não sabem como é a nossa felicidade.

E ela demonstra isso com aqueles brinquedos de encaixar de criança. Cada pessoa é uma das peças do brinquedo e o seu padrão de felicidade é o formato que a peça se encaixa perfeitamente. Se você tentar encaixar outra peça diferente no formato, não vai dar certo, não é?

É exatamente assim que acontece com a gente.

Cada pessoa tem o seu padrão de felicidade e o outro não sabe qual é esse padrão. E mesmo se souber, ela não vai entender, porque esse padrão é só seu.

Isso normalmente acontece com nossos pais e nossa família, porque eles criam expectativas pra gente. Eles imaginam uma vida perfeita que a gente deveria ter.

felicidade

Mas aí você cresce e constrói, dentro de você mesmo, o seu próprio padrão de felicidade, seus sonhos, o que você gosta e não gosta.

E aí o seu formato de felicidade fica diferente do deles. E eles não entendem. Porque agora você quer coisas diferentes, você tem ideias diferentes, você quer um estilo de vida diferente, coisas diferentes, um trabalho diferente.

As vezes a gente nem sabe qual é o nosso padrão de felicidade, de tanto que a gente escutou sobre essas outras formas de felicidade. Você gosta de ler livros e ficar em casa, mas todo mundo gosta de sair pra balada e você acaba acreditando que sair pra balada é felicidade pra você e não lê mais livros, nem fica de boa em casa.

Mas, muitas vezes a gente acaba cedendo diante das expectativas e tentando se encaixar nesse padrão de felicidade que criaram pra você. Você sabe que você quer ser, sei lá, estilista, mas seus pais querem que você seja médico. E você vai fazer medicina, por que você quer se encaixar.

Nesses dois casos, o que vai restar é uma pessoa que não fez as coisas que queria, não realizou seus sonhos e viveu a vida de outra pessoa. O primeiro caso é menos ruim, porque você nem sabe o que é felicidade pra você e pra mudar isso, só se conhecendo mesmo.

O segundo caso é bem mais complicado, porque você sabe qual o seu padrão de felicidade, mas você tenta seguir o padrão do outro. Você se conhece, sabe o que gosta e o que não gosta, mas vive pelo que outras pessoas querem.

Acaba que você fica frustrado com você mesmo e com sua vida e coloca a culpa no outro por não ter tido a vida que quis.

Por ter tentado se encaixar a vida inteira, você cria expectativa nos outros de que você vai seguir aquilo e, ao menor sinal de interferência nesse plano, as expectativas são destruídas e conflitos muito sérios podem acontecer.

É preciso muita coragem e autoconhecimento pra reconhecer e viver o seu padrão de felicidade, porque, no final das contas, você será o responsável por essa felicidade e não vai ter em quem colocar a culpa.

Eu era do primeiro grupo… eu nem sabia qual era a minha felicidade, nem sabia o que eu realmente gostava ou não e fui vivendo, de acordo com aquilo que me falavam, até que, de repente, me vi odiando tudo o que estava na minha vida. Nada daquilo se encaixava no que eu descobri ser felicidade pra mim.

E, desde então, venho tentando mudar as coisas ao meu redor, pra construir uma vida que tenha a ver coma minha felicidade.

É difícil, mas é possível, sim.

E, você, sabe o que é felicidade pra você?

Você vive essa felicidade ou ainda está tentando se encaixar no padrão de outras pessoas?

Conta pra mim, aí nos comentários!